ga('require', 'GTM-T9MRVTQ'); Divagando, Grafite e Design: poesia
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Máscaras

Desenho: Stencil | Cores: Tinta spray | Efeitos e Textura: PhotoshopCC

A imagem deste post apenas ilustra um momento de reflexão, apenas pretensões artística, foco em design e/ou comunicação visual, o texto de Vinícius de Moraes ajudou a lhe da forma, e sugeriu cores!


A máscara da noite

Rio de Janeiro
Sim, essa tarde conhece todos os meus pensamentos 
Todos os meus segredos e todos os meus patéticos anseios 
Sob esse céu como uma visão azul de incenso 
As estrelas são perfumes passados que me chegam... 

Sim! essa tarde que eu não conheço é uma mulher que me chama 
E eis que é uma cidade apenas, uma cidade dourada de astros 
Aves, folhas silenciosas, sons perdidos em cores 
Nuvens como velas abertas para o tempo... 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Vou-me embora pra Pasárgada


Passargada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

(Manuel Bandeira) por http://www.releituras.com/mbandeira_pasargada.asp

A melhor forma de expressar a vontade de mudar…!!!



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Cecília Meireles - Encomenda

Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.

Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.

Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não… Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.

(Cecília Meireles)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Fernando Pessoa

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

    (Fernando Pessoa)

Eu me apaixonei por  leitura em suas várias formas e uma delas poesia, quando conheci Fernando Pessoa, na 8ª. série.

2010 as vezes tem Sensações saudosistas.